PRINCÍPIOS DA PATERNIDADE APOSTÓLICA
Normalmente quando falamos sobre paternidade apostólica no corpo de Cristo, somos conduzidos a idéia de que seja trazer alguém a presença do Senhor e conduzí-la a uma nova vida, um novo nascimento. Essa idéia pode ser considerada precisa de certo modo. Mas, na realidade, ainda carece muito.
No modo natural, quando um homem engravida uma mulher e ela dá a luz a um filho seu, ele será tecnicamente o pai. Todavia, depreciamos alguém que cientificamente assume o papel de "doador de semens", o qual é isentado da responsabilidade pelo filho gerado desse modo.
Assim compreendemos que a paternidade é muito mais que doar apenas uma semente para a concepção de um bebê, um filho.
Se isto é uma verdade na esfera natural, como não será na esfera espiritual? Do mesmo modo que os filhos naturais precisam de um pai para proteger-los, instruí-los, prover suas necessidades e abençoá-los, os filhos espirituais precisam também de proteção, provisão e bênção.
No Antigo Pacto, Deus expressava sua paternidade por meio dos patriarcas e quem comunicava seus propósitos para que fossem transmitidos ás suas gerações. "Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho" (Hb 1.1). Por isso, Ele se identificava como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Porém, no Novo Pacto, Ele o faz por meio de Seu Filho e se apresenta como o Deus e pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo" (Ef 1.3).
De fato, o conceito da paternidade espiritual é um conceito antigo, que precede pelo menos a época de Moisés. É parte do plano de Deus para a capacitação da liderança ministerial. Com isso, se pode assegurar que a próxima geração alcance novas e maiores alturas com o Senhor. Caso isso não aconteça, nós os veremos construir sobre a mesma fundação e cometer os mesmos erros que cometemos durante nossa vida.
Observe o que
diz provérbios 22.6. "Instruí o
menino no caminho em que deve
andar, e, até quando envelhecer,
não se desviará dele". A Bíblia
não diz que devemos gerar filhos
para que outros instruam, mas
diz que é tarefa nossa ensinar o
caminho, pois se não o fizermos,
mais tarde eles se desviarão. Em
Deuteronômio 6.1-25 Deus intimou
os país para que ensinassem Seus
preceitos a seus filhos. O texto
nos ensina que os primeiros
mestres eram os país, a eles
cabia a suprema tarefa de
ensinar seus filhos tanto no
temor ao Senhor quanto na
preparação para enfrentar os
desafios da vida.