Estudos Proféticos

Série: Estudos Proféticos: 01

  

DESTRONANDO OS MOABITAS

 

II Rs 13.20

 

Ap Paulo Ventura

 

“Morreu Eliseu, e o sepultaram. Ora, bandos dos moabitas costumavam invadir a terra, À ENTRADA DO ANO.” (2 Reis 13:20)

 

 

1 - O ATAQUE

 

Os moabitas e os amonitas (eram irmãos) criaram um ciclo anual de terror contra Israel e estabeleceram a data do inicio do ano para deflagrar ataques pesados contra a nação judaica. Estes ataques eram sempre na virada do ano e tinham como objetivo arrasar a nação levando-a a passar o ano que se iniciava reconstruindo o que fora devastado.

 

A agressão tinha planos táticos pré-estabelecidos e sua fúria visava às plantações, que eram queimadas e arrasadas; o gado que era roubado; as mulheres que eram violentadas e mortas ou seqüestradas; o exército armado, para impedir ações militares futuras e os lugares de cultos. (Os moabitas odiavam o sistema de culto judaico).

 

Com isso as potestades que se desatacavam nestes ataques eram:

 

 

MAMOM:

 

Atacava as plantações e o gado, neutralizando e inviabilizando o sistema financeiro, trazendo endividamento, pobreza e escassez de investimento. 

Mamom sempre domina as pessoas pela sedução das riquezas. A sedução conduz ä escravidão.

 

 

QUEMOS

 

(CAMOS)

 

 

Quemos: significa "subjugador". Era o principal deus dos moabitas e dos amonitas. Na Bíblia ele aparece também em outros textos com o nome de “Baal-Peor” e “Baal-Zebute”. Os romanos identificavam-nos como sendo “Marte” e “Saturno”. Em algumas versões aparece grafado como “Camos” e/ou “Quemós”. Veja Nm 21.29.

O culto a este deus foi introduzido em Jerusalém por Salomão (I Rs 11.7) e mais tarde abolido pelo Rei Josias, de Judá. (II Rs 23.13). Bem como Astarote (deusa da fertilidade).

Este deus “quemos” atacava o sacerdócio e as forças de combate que defendiam Israel. Deste modo ele subjugava o poder militar e o poder espiritual. Isto produzia fraqueza e destruía a fé do povo judeu, que às vezes chegava a duvidar da proteção de Jeová

 

JEZABEL

 

 

Uma das personagens mais cruéis encontradas na Bíblia, esta mulher personifica uma das piores potestades em ação no mundo.

Seu nome próprio carrega em si mesmo, uma mortífera dose de blasfêmia. Filha de um rei sidônio chamado Etbaal, cujo significado é “... de Baal”, ela recebeu seu nome de batismo de Jezabel cujo significado é "Baal exalta" ou "Baal é marido de" ou "impuro". É como se o seu pai a tivesse dado como mulher a Baal.

 

Esta potestade, no ataque dos moabitas, dirigiu-se principalmente aos ataques às mulheres e ao desejo carnal, desenfreado e incontido dos invasores, produzindo violência sexual, estupros e massacre contra as mulheres e às famílias de Israel. Isto destruía o amor próprio e a dignidade das famílias, acabando com sua auto-estima.

A conseqüência disso era pessoas sem resistência emocional, e espiritual para combater às manipulações deste demônio.

A força desta potestade era e é tão grande, que nem os profetas conseguiram dominá-lo. Foi necessário um rei, Jeú, com uma unção poderosa, para finalmente matar a Jezabel. (II Rs 9.30-34).

 

Jezabel foi morta, mas a potestade continua a atuar no mundo. É um dos demônios que mais atuam dentro das igrejas, quando não há profetas para denunciá-los ao povo. E quando não há apóstolos, ou uma igreja que tenha uma unção apostólica para derrotá-lo. 

 

 

 

OBS: Havia outros demônios que vinham atacar a Israel, nesta guerra relâmpago dos Moabitas, mas os principais eram estes três.

 

 

2 - OS TRÊS ALVOS ERAM OS SEGUINTES:

 

 

1.      ATAQUE ÀS FINANÇAS

 

2.      DESTRUIÇÃO DA VIDA ESPIRITUAL

 

3.      MANIPULAÇÃO DA VONTADE PESSOAL E COLETIVA ATRAVÉS DO MEDO

 

 

3 – MAS AFINAL, QUEM ERAM OS MOABITAS­?

 

DESCENDENTES DE MOABE

FILHOS DE LÓ

FILHOS DAS FIHAS DE LÓ

FRUTOS DE INCESTO

FRUTOS DE UMA MENTIRA

 

 

30 - Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas.

31 - Então, a primogênita disse à mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra.

32 - Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai.

33 - Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou.

34 - No dia seguinte, disse a primogênita à mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai. Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai.

35 - De novo, pois, deram, aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou.

36 - E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai.

37 - A PRIMOGÊNITA DEU À LUZ UM FILHO E LHE CHAMOU MOABE: É O PAI DOS MOABITAS, ATÉ AO DIA DE HOJE.

38 - A MAIS NOVA TAMBÉM DEU À LUZ UM FILHO E LHE CHAMOU BEN-AMI: É O PAI DOS FILHOS DE AMOM, ATÉ AO DIA DE HOJE.” (Gênesis 19:30-38)

 

 

Observem que a filha mais velha mentiu, manipulou, dominou e realizou seu intento. Este traço maligno de seu caráter era a presença destes demônios que acompanharam seus descendentes por toda a vida. Dominou o pai e manipulou a irmã. Jezabel também dominou seu pai, e manipulava seu marido.

 

Ela mentiu quando disse que não havia homens na terra. O tio de seu pai, Abraão já tinha um grande povo com ele. E havia outros povos naquela região.

Veja que no capítulo logo a seguir no versículo 1, a Bíblia retoma o relato da jornada de Abraão, pelas terras do Neguebe. (Gn 20.1)

 

 

4 – A DESTRUIÇÃO DOS MOABITAS

 

 

Estes dois povos irmãos, Moabe e Amom, trouxeram mais perturbação a Israel, do que os Filisteus.

 

A partir do surgimento destes dois povos na Bíblia, você os encontra em toda a história de Israel, e não houve um só patriarca, rei, profeta, comandante militar ou herói judeu que conseguisse destruí-los.

Quase todos os profetas do Antigo Testamento profetizaram contra eles. Mas somente quando Deus decidiu interferir em suas ações, eles foram amaldiçoados pelo Senhor e extirpados da terra, livrando para sempre Israel deste jugo opressor e sinistro.

 

Veja o decreto profético do Senhor sobre eles:

 

“Ouvi o escárnio de Moabe e as injuriosas palavras dos filhos de Amom, com que escarneceram do meu povo e se gabaram contra o seu território.  Portanto, tão certo como eu vivo, diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, Moabe será como Sodoma, e os filhos de Amom, como Gomorra, campo de urtigas, poços de sal e assolação perpétua; o restante do meu povo os saqueará, e os sobreviventes da minha nação os possuirão.  Isso lhes sobrevirá por causa da sua soberba, porque escarneceram e se gabaram contra o povo do SENHOR dos Exércitos.  O SENHOR será terrível contra eles, porque aniquilará todos os deuses da terra; todas as ilhas das nações, cada uma do seu lugar, o adorarão.” (Sofonias 2:8-11)

 

 

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5 – OS ATAQUES CONTRA A IGREJA NA VIRADA DO ANO

 

Todo final de ano o povo de Deus passa por circunstância semelhante, e já se moldou de tal forma a esta situação que além de não ter mais o discernimento para verificar o que se passa, ainda por cima termina por colaborar com o inimigo, em prejuízo de sua vida pessoal e do reino de Deus.

 

(1)   PRIMEIRO ATAQUE: O NATAL

 

Qualquer cristão razoavelmente inteligente sabe, pelo conhecimento bíblico ou secular, que a festa de natal comemorada em 25 de dezembro, não traz nenhuma indicação bíblica ou cronológica definindo-a como o nascimento de Jesus Cristo.

 

Pelo contrário, os estudos que tratam da origem desta festa, a colocam num quadro de procedência idolátrica. E curiosamente não existe uma origem única. Dependendo dos povos ou das épocas, cada um estabeleceu seu ritual de acordo com suas crenças, divindades e culturas.

 

Os povos nômades, de uma determinada região do oriente, por exemplo, comemoram como sendo o dia de Mitrha, uma divindade representada pela imagem de um boi.

 

O cristianismo secularizado aponta para o nascimento de Cristo. O cristianismo autêntico despreza o dia do nascimento e enfatiza a morte e ressurreição.

 

Como o cristianismo secularizado mantém o poder da influência política e social, cujo expoente maior é o clero romano, a humanidade segue esta influência.

 

E por isso, Mamom domina nesta festa atacando as finanças, levando o povo a uma gastança sem precedentes durante o ano. A compulsão desenfreada pelas compras nesta data, é algo assustador. As pessoas sentem uma estanha obrigação de comprar presentes, não se importando com as conseqüências do endividamento, no qual mergulham, sem perceberem. O “espírito do natal” cega o indivíduo e não lhe permite ver as dificuldades do próximo ano.

 

Não estamos falando de um segmento social apenas, mas de quase toda a população deste país. E os valores gastos contam-se na casa de bilhões de reais. Bilhões que obrigatoriamente terão que ser pagos no ano que se inicia.

 A euforia que domina a população impede que ela veja a transferência das riquezas de muitos, para o bolso de pouco, que serão os dominadores no decorrer do ano seguinte.

 

Mamom transforma felizes e inconseqüentes compradores compulsivos em infelizes e deprimidos escravos dos seus credores, durante todo o ano.

 

 

(2)   SEGUNDO ATAQUE: O RÉVEILLON – ÚLTIMO DIA DO ANO

 

O último dia do ano é comemorado no Brasil, com queima de fogos nas praias, rio, lagos, cachoeiras e até piscinas. Em princípio parece apenas uma festa, sem nenhuma conseqüência espiritual.

 

Milhões de pessoas vão a estes lugares, para um ritual que se repete ano após ano, e muitos imaginam que se trata apenas de um momento descontraído de despedida do ano velho e a recepção do novo ano.

 

O que não imaginam é que por traz desta falsa aparência de festividade de confraternização, há um disfarçado e influente culto a uma das piores e mais poderosas potestades cultuadas neste país: Um demônio chamado Yemanjá, cuja origem está na chegada dos escravos ao Brasil, que o trouxeram da África.

 

A palavra “reveillon” é francesa e significa recomeço, renovar, recomeçar, fazer tudo novo e, em si mesma não tem nenhum significado espiritual. Entretanto no Brasil, esta festa, encontrando abrigo na profunda religiosidade do brasileiro, ganhou peso místico e se transformou no maior culto de adoração e sacrifício a uma entidade maligna.

 

Imagine mais de 100 milhões de pessoas, de norte a sul do país, na mesma noite cultuando um demônio, trazendo oferendas e fazendo pedidos de bens materiais e espirituais.

 

Infelizmente no principio somente os espíritas e pessoas sem religião faziam isso. Com o passar do tempo os católicos passaram participar também engrossando a multidão que faz os rituais do último dia.

 

Lamentalvelmente, alguns cristãos evangélicos foram atraídos por esta força maligna. Alguns diziam que iam as praias para evangelizar. Outros diziam que iam apenas para assistir aos fogos de artifício. Cada um usa o seu argumento pessoal, mas estão lá. Participando ou somente assistindo, mas estão lá, deslumbrados e impassíveis na grande festa, ou grande culto a Yemanjá.

 

Já tem crente vestindo branco neste dia, para dar “sorte” ou receber as benesses da potestade. Quando argüidos sobre isto, dizem que “não tem nada demais”. Pode não ter nada demais, mas eles estão lá. Ou entrando o ano com o “pé direito”. Ou pulando sobre “sete ondas”. Ou fechando os olhos e “pensar no seu desejo” para o próximo ano.

 

Enfim, é uma pena, que neste dias, os cultos nas igrejas de todo o país, têm sua freqüência reduzida substancialmente. É a época em que mais se registra abandono ou desvio da fé, nas igrejas evangélicas.

 

Esta idolatria do último e do primeiro dia do ano ataca o sacerdócio e muitos cristãos que têm ministério e são chamados abandonam a fé e interrompem o propósito divino em suas vidas.

 

 A vida espiritual é o alvo desta potestade.

 

(3)   TERCEIRO ATAQUE: O CARNAVAL – A DEPRAVAÇÃO SEM LIMITES

 

No carnaval Jezabel reina. As pessoas perdem a razão e a noção do ridículo no carnaval. É impressionante o formidável trabalho que satanás faz através desta festa. Quase todos os anos, novos demônios são “apresentados” ao povo deste país através de “sambas-enredos” bem escritos, bem ensaiados e levados ao público em todo o Brasil, via desfiles, gravações e televisão.

 

É como se Mamom viesse na frente, no natal, Yemanjá recebendo a adoração e cada vez novos adeptos e seguidores no dia 31 de dezembro e Jezabel comandando um exército de demônios encerrando o ataque geral, diante da multidão extasiada e hipnotizada pela luxuria, blasfêmia e desprezo por tudo que se refere a Deus e a seu Reino.

 

Jezabel manipula as emoções, vontades, e mentes humanas por meio do brilho e intensidade de uma festa conhecida como o “maior espetáculo da terra”. Cada samba enredo exaltando as potestades no desfiles dos carros alegóricos é como se fosse um hino de adoração a estes demônios.

 

Todo o ano cresce o contingente de usuários de drogas. Aumenta o número de abortos nos meses seguintes ao carnaval. E aumenta o número de gestações indesejáveis, culminando com partos e crianças abandonadas no final do ano. Crescendo também a violência ano após ano.

 

Tudo isto ocorre durante a influência destes demônios, do natal até o carnaval.

 

 

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6 – SUGESTÕES PARA O LÍDER FAZER EM SUA IGREJA

 

Naturalmente que não podemos ficar assistindo tal ataque de braços cruzados e precisamos comandar uma reação coletiva contra estas potestades.

 

Uma igreja que tem uma unção apostólica precisa numa hora destas mostrar quem realmente tem o poder de Deus. E quem tem o poder de Governo nesta terra.

 

Por isso sugiro após a ministração desta palavra, os apóstolos e pastores façam os seguintes atos proféticos:

 

(1) OFERTA DE PRIMÍCIAS:

 

“Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.” (Provérbios 3:9-10)

 

Levantar a primeira oferta do primeiro domingo do ano como PRIMÍCIAS.

 

Não depositar a oferta no gazofilácio. Orientar os ofertantes a trazerem suas ofertas de primícias ä frente, e o líder orará apresentando as primícias ao Senhor.

 

Lembrar aos ofertantes, que Israel ao entrar na terra prometida recebeu ordem do Senhor de não tocar nos utensílios de Jericó, porque pertenciam ao Senhor, como primícias de toda a terra que estava sendo dada ao povo. Em Canaã havia 52 cidades. Assim como hoje o ano tem 52 domingos.

 

O primeiro é primícia. Pertence ao Senhor.

 

“E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão.” (Romanos 11:16)

 

Oriente a igreja para que cada ofertante coloque seu nome no envelope.

 

Depois de recolher as ofertas o apóstolo (ou pastor) deverá ficar com os envelopes e DURANTE OS PRÓXIMOS SETE DIAS ORARÁ POR TODOS OS OFERTANTES QUE TROUXERAM SUAS PRIMÍCIAS PARA QUE O ANO LHES SEJA ABUNDANTE EM SUAS FINANÇAS.

 

 

(2) CONSAGRAÇÃO DE TODOS OS DIZIMISTAS:

 

O apóstolo ou pastor deverá convidar todos os que são dizimistas e “apresentá-los” ao Senhor. Esta “apresentação” tem a força de um pacto ou aliança com o Senhor.

 

Em seguida o apóstolo ou pastor deverá ungir as mãos de todos os dizimistas e orar por eles.

 

 

 

(3) INTERCESSÃO PROFÉTICA POR TODAS AS FAMÍLIAS DA IGREJA:

 

 

O líder fará uma oração por todas as famílias da igreja, para proteção e segurança.

 

Deverá fazer uma unção somente no líder da família. Se não tiver um pai ou uma mãe presente na igreja, unja o membro que represente sua família.

 

Antes da unção faça a leitura do Salmo 91.

 

 

(4)   CAMPANHA DE JEJUM:

 

 

Segundo o que melhor convier para a igreja, marque campanhas de jejum neste mês de janeiro. Cada campanha deve ser de três. Você pode dividir a igreja em grupos e orientar cada grupo a fazer em determinada data.

 

O jejum não deve ser para pedir ou buscar nenhuma bênção da parte do Senhor, mas tão somente um quebrantamento e humilhação de toda a igreja, visando unicamente a consagração e a santificação.

 

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Tenham todos um ano muito abençoado e frutífero na presença do nosso amado Senhor.

 

Seu conservo em Cristo Jesus.

 

Ap Paulo